A LITURGIA DO CARGO.

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Foto: os divergentes.com.br

A “liturgia do cargo”, expressão lançada pelo ex-presidente Sarney para enaltecer a eminência de um presidente da república, precisa ser respeitada pelo presidente Bolsonaro, mesmo que isso lhe desagrade. As imagens de ontem no Palácio da Alvorada, quando aparece junto com ministros e outras autoridades vestindo uma calça de moletom, uma camisa do Palmeiras, um paletó surrado e parecendo estar de chinelo, massacram aquela liturgia. Imaginem como as imagens são vistas nos países mais desenvolvidos que estão com o Brasil na mira. Parece que o presidente não é muito de ouvir conselhos, especialmente sobre sua conduta pessoal. Precisa mudar. Os trajes de ontem podem ser até um retrato do Brasil de hoje, feio e desarrumado, mas sem nenhuma necessidade de exibição.

 

 

APENAS UM VICE E TRÊS MINISTROS…

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O Presidente Bolsonaro continua como coadjuvante de seu governo, como o foi durante a campanha, depois do atentado que sofreu em Juiz de Fora. Lá, o candidato se limitou a usar as redes sociais e poucas entrevistas. Não havia saúde para mais que isso. E até ontem, do hospital e do twitter, comandava um país que pode andar melhor com muito menos gente no governo.  Enquanto os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro estão à mil por hora e o ministro Augusto Heleno controla o Planalto e o próprio governo, o vice Mourão assume uma conduta equilibrada e passa longe de ser uma figura decorativa. Bolsonaro, mesmo distante dos holofotes, continua presente, sintetizando tudo o que se quer e se espera para o Brasil. Faz valer a máxima de que “o governo emana do povo e em seu nome é exercido”. O presidente reafirma o que se viu nas eleições de outubro: quem venceu e subiu a rampa do Planalto foi o povo. E quem está e continuará tocando esse governo junto com a equipe ministerial e o Congresso Nacional é o povo que o elegeu. Apenas um vice presidente e 3 ministros fazem o melhor do governo para que o presidente, mesmo como coadjuvante, fique gravado na história do Brasil, apesar das bobagens que seus filhos, os maiores opositores do governo, andam fazendo.

(Este artigo foi inspirado no texto da jornalista Eliane Cantanhêde para O Liberal)

DONA MERCEDES

Quem assistiu ao depoimento de Dona Mercedes, mãe de Ricardo Boechat, na BandNews, durante o velório do jornalista, não acreditou no que viu e ouviu. E o escritor Fabrício Carpinejar relembrou muito bem em artigo publicado hoje pela internet. Surpreendente. Imperdível.

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Dona Mercedes

Fabrício Carpinejar

Não existe dor mais aguda do que a de uma mãe enterrando o seu filho. Quebra a ordem natural da esperança. É ter o ventre vazio e o sofrimento transbordando por fora.

Mercedes Carrascal, 86 anos, além de consolar a nora e os seis netos de seu filho morto, o jornalista Ricardo Boechat, além de atravessar a madrugada velando o seu menino grande, ou, como mesmo diz, o patinho feio que virou cisne, encontrou forças para pedir mais direito a cada brasileiro e menos caridade pública.

Em vez de pensar em si, foi uma avó, absolutamente generosa, pensando nos outros, pensando em como consolar os outros que gostavam tanto de seu filho. Uma avó do tempo e da delicadeza. Uma avó que carrega a mãe por dentro e dá colo para as suas feridas.

Dona Mercedes não é feita de ferro, protegida por uma couraça, e sim formada da carinhosa e sensível lã, agasalhando cuidadosamente as pessoas e tirando o frio e o medo de cada uma delas. Toda vó é de lã.

Quanta elegância, quanta dignidade no desespero mais absurdo.

Suas palavras são gentis e sobrenaturais. Não têm explicação científica. Não pragueja o destino, não condena Deus ou o acaso, não se vitimiza mesmo coberta de razão para isso. Ela orienta e aconselha os mais próximos no pior dia de sua vida.

Na despedida, reverencia Boechat como se ele estivesse ainda a escutando: “ homem honesto, correto, sincero”. Como se ele ainda a tivesse a encarando e segurando a sua mão (e quem diz que não está?).

O orgulho do filho, mesmo em seu enterro, foi maior do que a dor.

CALA A BOCA MAGDA!

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É impressionante como políticos e/ou profissionais que deveriam estar preparados para trabalhar no Governo, mostrem sua incapacidade, inclusive, de pensar no que fazer e, especialmente no que falar. O pronunciamento do Ministro do Meio Ambiente, ontem, sobre Chico Mendes foi ridículo. O Governo está até procurando acertar. Tem cabeças iluminadas como Paulo Guedes, Sérgio Moro, mas precisa se livrar de outros que, como o Ricardo Salles, não se preocupam com as besteiras que falam. Resta ao presidente Bolsonaro, com a sua sinceridade entre as quatro paredes, chamar o tal Ministro e lhe falar com a rudeza que também lhe é peculiar: “cala a boca, Magda!”

O VERDEIRO BOECHAT

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A morte prematura do Ricardo Eugênio Boechat vai nos obrigar a conviver, novamente, com  alguns dos jornalistas robôs, comandados por editorias deformadas por interesses políticos ou comerciais. Sintam muito. Corajoso e coerente, dócil e explosivo, sério e brincalhão, Boechat era a nata do jornalista brasileiro. Fiquei seu fã desde os tempos de faculdade. Ele nunca arredou os pés de suas convicções. Foi sempre brilhante, verdadeiro. Chegou muito perto da unanimidade pelos seus princípios e a qualidade de seu trabalho. Cativou a quase todos. A placa de taxi colocada em cima do caixão, a passeata que os taxistas fizeram em algumas cidades do país e a comoção nacional, são bons exemplos. Era um entrave àqueles que foram razão de sua ira pelo mal que fazem ao Brasil. Taí um argentino que deve ser exemplo para todos nós, profissionais de qualquer área. Ricardo Eugênio Boechat. Um gênio!

PREFIRO AQUELA DERROTA.

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Mais uma tragédia coloca de luto a cidade do Rio de Janeiro. Após o forte temporal desta semana acordamos, hoje, com a triste notícia do incêndio na Arena do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, exatamente no alojamento onde jovens entre 14 e 17 anos depositam seus sonhos de se transformarem em jogadores do clube. As notícias iniciais são de que 10 deles morreram e 3 estão internados, um em estado grave. Uma pena. Mesmo sendo vascaíno, ao ouvir uma notícia dessas, prefiro a  outra, de quando meu time perde para o grande rival. Prefiro aquela derrota.

A EPIDEMIA LULA.

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A epidemia Lula parece ter encontrado a melhor das vacinas. A parte séria e honrada do judiciário, realmente comprometida com o país e também a maioria da população brasileira construíram a mais eficaz das vacinas: o veto e o voto. Enquanto aquela parte do judiciário veta a inocência lulista, o voto dos brasileiros de verdade leva a epidemia para longe. A nova condenação de Lula, ontem, ratifica esta verdade.  A epidemia está debelada. Saudemos a parte séria do Judiciário. Saudemos a parte sadia do povo brasileiro.

 

VENHO SÓ OBSERVANDO …

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Foto: nakedssecurity

O texto veio apócrifo. Adaptamos o original para não perder o raciocínio que todos já conhecem, mas que não nos cansamos de repetir. Diz  assim: 

O novo governo brasileiro venceu sem partido, sem o apoio da Globo, sem dinheiro, sem horário político, sem propagandas milionárias, sem a presença do candidato da campanha pelo atentado que sofreu, e muito mais. Venho só observando. Os que perderam culpam o capitão. E até hoje não perceberam que o adversário era outro. Esqueceram de tudo que nos colocaram goela baixo durante 14 anos, fazendo-nos de idiotas. Tirando eles, tudo o mais era fascista, homofóbico, misógino, torturador. Esqueceram-se do tanto que roubaram do povo. Aliaram-se à escória da política local e internacional. O ditador Nicolás Maduro era um ídolo. Esqueceram-se de que, cada real roubado saiu do nosso bolso. Nas últimas eleições, a oposição ganharia de qualquer maneira, com Bolsonaro ou com o Zé das Couves. Não se preocupem com o presidente. O brasileiro de bem sabe o que quer e, se o capitão fizer xixi fora do pinico, saberemos tirá-lo tal qual o fizemos com a “presidenta” idiota.  Democracia não tem partido ou bandeira, somente a vontade do povo.

PLIN… PLIN !

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A Rede Globo, outrora grandiosa, mostra seu lado incompetente, sua miopia empresarial ao liderar uma campanha contra um presidente da república que está há apenas 30 dias no poder. Perde seu papel de informar, que a fazia maiúscula, para ganhar uma imagem ruim, miúda, distorcida e até ridicula como foi no programa Fantástico do último domingo. Estão confiando, provavelmente, no fato de a imprensa ser considerada o 4o. poder da República, mas esquecem-se de que a briga é com o 1o. poder, ou seja, o presidente da República junto com o povo que o elegeu. Uma briga fadada à derrota.

U N B E L I E V A B L E!

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O assunto está em todos os lugares. As reuniões para eleger o presidente do Senado e do Congresso Nacional foi uma vergonha. Renan, ao gritar para Tasso Jereissati “você não tem voto, seu merda”, por pouco não transforma o plenário em um ringue. A senadora Kátia Abreu, para manter seu costume de barraqueira inconsequente, toma a pasta da presidência da mesa e, no dia seguinte, como que sentindo a derrota do seu grupo, leva flores ao candidato Davi. Na primeira contagem, ao invés de 81 votos, haviam 82. Mesmo sendo feita em papel de gramatura alta, poderia ser que um dos senadores tivesse colocado, sem querer, os dois votos, estando um deles em branco e o outro com o voto. Se assim fosse, o escândalo viraria apenas um fato menor. Mas não é o que parece. O MDB errou porque ao invés de indicar a melhor candidata, escolheu o pior, sem ouvir o recado que as redes sociais deram o tempo todo. E, finalmente, o lapso(?) do Ministro Tófolli de ter colocado no documento que determinou o formato do evento, que sua decisão se cumprisse “no dia seguinte”, ou seja, no domingo, já que foi assinado às 3:15 da manhã do sábado. Que vergonha! Os maldosos já estão dizendo que ele fez isso por incompetência, mas de forma proposital para permitir o cancelamento daquela terrível sessão. David, meu amigo inglês que me visitava e a tudo assistia pronunciava, de vez em quando: UNBELIEVABLE! Realmente INACREDITÁVEL!