PROPAGANDA POLÍTICO PARTIDÁRIA E REFORMA.

propaganda-politicaO período eleitoral acabou. Para a grande maioria dos brasileiros, felizmente acabou. Mas este foi o primeiro período eleitoral com a mini-reforma política vigente e é importante que se faça uma discussão sobre os resultados práticos desta nova. De uma maneira geral, o financiamento de campanha sem a possibilidade de doação empresarial dificultou, e muito, a vida dos candidatos. As campanhas foram fechadas de última hora, na sua grande maioria, devido a dificuldade de financiamento. Os valores foram realmente reduzidos, o que diminuiu substancialmente a  equipe envolvida. Porém, cada vez mais, a capacidade profissional é exigida ao máximo, com programas cada vez mais elaborados e, definitivamente, a entrada das redes sociais como peça fundamental na estratégia eleitoral forçou as equipes a necessariamente terem profissionais especializados.

Porém, aqui cabe um debate importante: as redes sociais vieram para somar ou para ser um palco de ataques agressivos e na sua grande maioria apócrifos? Como definir regras mínimas para o uso das redes sociais? Como identificar e punir o candidato que “viraliza” ataques pessoais aos adversários? Qual a forma técnica de identificar os IPS que publicaram inicialmente os ataques? Cabe aqui proibir sites hospedados fora do Brasil a participar do debate eleitoral?

Estas questões precisam ser mais bem estudadas e regulamentadas. Também percebemos que a proibição de computação gráfica foi um dos temas que merecem maior definição, pois cada TRE deve uma compreensão diferente do que era computação gráfica e esta questão realmente foi polêmica e merece um debate maior. Enfim, algumas perguntas são importantes para as próximas eleições: Com estas regras, vamos manter a redução do custo de campanha, principalmente do marketing eleitoral, que chegou a números aceitáveis? Marketeiro vai deixar definitivamente de ser o grande “guru” das campanhas e também o ralo dos gastos?  E as redes sociais? Como estabelecer regras claras e punitivas para o uso indiscriminado e até criminoso destas ferramentas? As mudanças eleitorais atingiram seu objetivo? O número de partidos é grande? Possuem linhas ideológicas claras que justificam a sua presença? O fundo partidário deveria ser mantido para todos os partidos? A cláusula de barreira deve ser discutida? E do ponto de vista conceitual, cases como Kalil em BH, João Dória em SP e TRUMP nos EUA vão se repetir em 2018? O perfil antipolítico veio para ficar?

E as prisões dos ex-governadores Garotinho e Sergio Cabral vão contribuir para frear a contribuição do caixa 2? Vamos à discussão, pois o Congresso precisa e deve voltar este debate e ampliar a reforma política. Quem sabe debatemos aqui e enviamos ao congresso uma proposta coletiva dos profissionais de comunicação?

Cid Marques Faria. Publicitário e especialista em Marketing Político.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s