COMUNICAÇÃO EM TEMPOS SEM REFERÊNCIA.

O mundo anda tão rápido que fico triste ao ver tantos jovens sem referência, sem norte, sem rumo. Em vez de saber para onde ir é poder ir para todos os lugares. Isso é muito bom mas como diria minha mãe, tudo que é muito e demais não é bom. No início da minha carreira eu sonhava em trabalhar em uma agência como a DPZ, criar para uma conta como Volkswagen, ser ousado como o Nizan Guanaes, poder conviver com Washington Olivetto, acompanhar uma sessão fotográfica do Duran ou do Bob, ter um filme dirigido pela Flavia Moraes. E até sonhava em fazer na propaganda o que Senna fazia nas pistas – perdoem a falta de modéstia, foi só um exemplo. Eles me serviam de bússola pelo que faziam, pelo seu comportamento para chegar onde chegaram, seus métodos de trabalho, seu resultado final. Eu lia sobre eles matérias, via entrevistas, ia para palestras, sonhava com eles! E a juventude de hoje? Quando eu pergunto que agências admiram, que profissionais se espelham, com quem gostariam de trabalhar, não vejo 2 nomes repetidos em 10 conversas. O ídolo de hoje some amanhã na velocidade de uma postagem. Eles vão na palestra de um empreendedor esta noite, de um publicitário amanhã, de um mestre de ioga na semana que vem e de um charlatão na seguinte. É muita informação com pouco critério. É muita palavra pra dentro sem reter quase nada. Assim como tem fast food também tem fast word e também não faz bem. Eu sinceramente acho que temos que equilibrar mais isso. Acho necessário construirmos nossas personas como esponjas, mas também procurarmos pilares sólidos de referências, termos foco, compromisso, rumo e prumo. Afinal, neste mundo de fenômenos efêmeros, este texto daqui 5 minutos pode ser obsoleto. Mas não me incomodo. Estou escrevendo para os poucos que vão ficar com ele na memória por mais tempo. Ou quem sabe um bom tbt.

Edison Martins. Sócio Diretor da Martpet Comunicação. 

 

Um comentário sobre “COMUNICAÇÃO EM TEMPOS SEM REFERÊNCIA.

  1. Ótima reflexão, Edison!
    Sinto-me também desnorteada quanto à como orientar minha filha, incompetente em ajudá-la em sua escolha profissional, apesar de mais de 2 décadas no mercado.
    Adolescentes estão perdidos e alguns engrossam as estatísticas dos “nem nem” – nem trabalham nem estudam.
    Convido a um debate: como os pais podem colaborar com essa geração que cultua o efêmero?

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