E AGORA, JOSÉ?

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Neste momento em que a maioria da sociedade não consegue separar o joio do trigo, sofrem os bons políticos que, embora poucos, ainda existem.  E, sofrem, também os profissionais de marketing, pelo mesmo motivo. Empresários de diversos setores precisam estar conscientes que as mudanças que estão ocorrendo no mundo muda, a cada dia, o cenário de consumo onde a presença do profissional de marketing (evito chamar de marqueteiros pelo desgaste do nome) é indispensável. Li artigo recente que tinha uma importante constatação: a troca dos consumidores da geração X (nascidos entre 1960 aos anos 80) pelos consumidores da geração Y, os millennials (geração do milênio, nascidos entre fins dos anos 70 e início dos anos 90). Uma pesquisa da PUC-RS aponta que esses jovens separam a fé da religião, e que embora 6,7% deles tenham fé, não têm religião. E o mais surpreendente: 25,5% se dizem ateus. Eles descartam esta ou aquela religião para exercer a religião que eles criam para si. O mesmo acontece quanto ao modelo ideal de família que vai na mesma linha da que eles querem criar. Podemos imaginar então os impactos que este tipo de comportamento vai criar na economia, nas áreas sociais, políticas, familiares e também na área profissional. Eles nasceram no boom do desenvolvimento da tecnologia com fácil acesso à informação e são, por isso, questionadores. O desafio para o mundo dos negócios é como satisfazer o consumo desta geração que troca a compra presencial do varejo para fazê-lo pela internet, pesquisando os preços mais baixos. Eles buscam produtos diferentes, exclusivos, que quebrem conceitos, como o Iphone, por exemplo. Mais do que consumir, eles querem compartilhar produtos que proporcionem bem-estar e qualidade de vida e isso vai obrigar as empresas a criar produtos customizados por nichos de consumo com margens de lucro cada vez menores. Resta aos profissionais de marketing buscar a satisfação desse consumidor sugerindo o desenvolvimento de produtos e serviços com inovação e com a geração de valor agregado. E agora José? Como será o futuro dessa geração que além de consumidores serão também líderes e patrões? Uma geração que não quer saber de casamento, que adia a possibilidade de ter filhos, que não tolera chefe mal-humorado em nome da estabilidade profissional. Como será o mundo que se está desenhando? Caberá ao marketing o desafio de interpretar os sinais e buscar a melhor relação com esses jovens.  Eles já deram pistas do que almejam e valorizam.  É preciso, junto com eles, buscar a inovação sem, entretanto, negligenciar a verdade em seus mais amplos conceitos e aplicações. Se as receitas não estão prontas, o melhor é acreditar no marketing como ciência. E os profissionais da área que se virem para nos dar as respostas.

 

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