AGORA, “INÊS É MORTA!”

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Dois amigos de Brasília, em uma recente viagem à Portugal, ouviram dos próprios portugueses a origem do termo “Inês é Morta”. O fato aconteceu muitos anos antes do nosso D. Pedro I, quando um outro D. Pedro, casado com D. Constança, antes de ser rei de Portugal, apaixonou-se por uma das aias de sua esposa, Inês de Castro, e a fez sua amante. O romance, comentado pelo povo, causava um grande desconforto para a coroa portuguesa, o que fez com que o rei D. Afonso IV mandasse Inês de Castro para o exílio. Mas, como nos grandes romances, o amor não esfriou e o casal continuava se correspondendo. Quando D. Constança, esposa de D. Pedro faleceu, o rei D. Afonso IV ficou preocupado com a influência de D. Inês de Castro na vida política de D. Pedro, o futuro rei. Contra a vontade do pai, D Pedro ordenou que Inês de Castro voltasse, e passaram a viver juntos, sendo considerada uma grave afronta para o pai e rei. Temendo pela independência de Portugal, D. Afonso IV mandou matar Inês enquanto D. Pedro estava numa excursão de caça. Ao retornar, D. Pedro encontra sua amada Inês morta, o que causou um grande conflito no reino. A briga entre pai e filho só foi solucionada com a intervenção de D. Beatriz, a rainha-mãe. Após a morte de D. Afonso IV, D. Pedro I é declarado o oitavo rei de Portugal. A partir daí, perseguiu e matou de forma cruel dois dos homens responsáveis pela morte da sua amada e afirmou que tinha casado secretamente com D. Inês de Castro, tornando legítimos os três filhos que tinha tido com ela e concedendo a Inês de Castro o título póstumo de rainha de Portugal. Ele gostaria de ter reinado com a amada do seu lado, mas isso não foi possível, porque “Inês é morta”. D. Pedro I mandou construir um jazigo para sua amada e outro mais, bem ao lado, para acomodar o seu corpo após sua morte.

A triste história de Inês de Castro ficou mais conhecida ao ser imortalizada por Camões no Canto III de Os Lusíadas. Ali, Camões faz referência a Inês de Castro: “…Aconteceu da mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha…”.

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