A GERAÇÃO PORCELANA E A GERAÇÃO CASCA GROSSA

Resultado de imagem para vestibular unificado no maracanã

A jovem juíza mineira Ludmila Lins Grilo, notável pelas suas convicções sobre o Brasil e os brasileiros faz uma consideração bastante pertinente para o dia de hoje, véspera da segunda prova do ENEM que nos permitimos destacar neste blogonoff, com os nossos mais calorosos aplausos. Ela lembra que “a prova do vestibular unificado, na década de 70, foi aplicada, muitas vezes, na arquibancada do Maracanã”. E eu lembro disso. E continua: “Naquela época não havia cadeiras. Era tudo um gigantesco cimentado, disposto em níveis, …” “ todo mundo fazia a prova sentado no cimento quente, com a coluna toda torta, sem posição para escrever, pescoço doendo, segurando apenas uma prancheta e uma caneta, naquele calor senegalês. Ninguém alegava lesão por esforço repetitivo, hérnia, bico de papagaio nem dor de junta. Não tinha chororô: a galera tinha casca grossa.” Amanhã, os candidatos estarão novamente no ENEM. E como diz a Juíza, “Hoje em dia, a garotada reclama do frio do ar condicionado, da cadeira desconfortável, da luminosidade e do barulho do passarinho. A geração “merthiolate-que-não-arde” não aguenta um ventinho frio e já se desfaz em profunda mágoa e revolta. E ela afirma que “não se quer aqui dizer que o bom era a prova no cimento, de forma alguma, mas tão somente traçar um paralelo entre as facilidades do mundo moderno e o surgimento catastrófico de uma geração de fracos. “ O psiquiatra inglês Theodore Dalrymple, em “Podres de Mimados”, faz uma crítica ao que chamou de “sentimentalismo tóxico” esclarecendo que “os pais de crianças a quem nada foi negado ficam sinceramente chocados quando elas se mostram egoístas, exigentes e intolerantes com a mais mínima frustração.” E continua: “agora faça o seguinte exercício mental: tente transportar no tempo os adolescentes sensíveis de hoje adequando-os às circunstâncias daquela época das provas no cimento. Quantos bibelôs sobreviveriam? Em que momento a coisa desandou – e o que será do mundo na vigência dessa geração de porcelanas delicadas?”  E para finalizar a Juíza coloca uma citação de autoria desconhecida, que merece a nossa reflexão: “Tempos difíceis criam homens fortes. Homens fortes criam tempos bons. Tempos bons criam homens fracos. Homens fracos criam tempos difíceis.

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