PARA O SEU FINAL DE SEMANA

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O leitor Paulo Alves, do Rio de Janeiro, me alertou para o fato a seguir. Evidente que o assunto não é novidade para o ouvido de ninguém, mas quando a gente para e analisa esta realidade, o choque ainda é muito grande.

A música, uma das mais importantes expressões culturais de um povo virou um lixo no Brasil dos úktimos anos aliás, como quase tudo por aqui. Perdemos poetas e poesia e recebemos, como castigo, letras e músicas de péssimo gosto. Na verdade, este novo cenário musical brasileiro retrata muito bem o país estraçalhado que nos deram nos últimos anos. Aproveite o final de semana e veja se estamos aqui exagerando. Parece-me que não.

Letras que contam histórias

Letras que contam histórias

Década de 30:

Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada.

És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor,

na vida é a preferida pelo beija-flor….”

Década de 40:

“A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua, costuma se embriagar.

Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar…”

Década de 50:

” Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela a menina que vem e que passa,

no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.

O teu balançado é mais que um poema, É a coisa mais linda que eu já vi passar…”

Década de 60:

Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito

não é maior que o meu amor, nem mais bonito.

Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você….”
Década de 70:

“Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar….

Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar….”

Década de 80:

“Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara.

Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda….”
Década de 90:

“Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.

E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?…”
Letras que não contam nada

Em 2001:

“Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!

Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou

sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim”!
 Em 2002:

“Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu! As preparadas! Hu Hu Hu Hu!

As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!…”
Em 2003:

“Pocotó pocotó pocotó.. .minha eguinha pocotó!…”
Em 2004:

“Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas estão descontroladas!

Ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada, elas estão descontroladas!…”

Em 2005:

“Hoje é festa lá no meu ap. Pode aparecer, vai rolar bunda lele!…”
Em 2006:

“Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!

Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!…”
Em 2010:

” Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber? Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au, E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,…”

Em 2017
“Olha a explosão
Quando ela bate com a bunda no chão
Quando ela mexe com a bunda no chão
Quando ela joga com a bunda no chão
Quando ela sarra e o bumbum no chão, chão, chão, chão…”

E aí, pessoal, não é um lixo?

 

 

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