A INFLUÊNCIA DO FACEBOOK

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A notícia vem do jornalista Amol Rajan, da BBC e estamos reproduzindo parte dela neste blogonoff. Ele diz que “O Facebook é uma das propostas comerciais mais bem-sucedidas na história dos negócios. Sua capitalização de mercado está hoje em mais de meio trilhão de dólares. As ações são seis vezes mais rentáveis atualmente do que há cinco anos. O retrato geral é de crescimento e prosperidade, como o editor de mercado de capitais do Financial Times, Miles Johnson, escreveu esta semana: “A rede social… está aumentando seus lucros em mais de 50% por trimestre e os ganhos por ação em mais de 70%, fazendo com que sua rentabilidade e crescimento estejam a anos-luz da média de uma empresa nos Estados Unidos”. Mas a imagem que se tem a médio e longo prazo da companhia é muito diferente. O Facebook está acumulando inimigos e desafios a tal velocidade que seus horizontes ficaram, de repente, nublados. A empresa tem enfrentado turbulências na relação com anunciantes poderosos, como a Unilever, e com a mídia. Neste último caso, decorrentes de sua decisão de diminuir a visibilidade do jornalismo profissional nas páginas dos usuários para privilegiar outros tipos de interação – a medida levou, por exemplo, o jornal brasileiro Folha de S.Paulo a anunciar que iria parar de atualizar suas páginas na rede. “As desvantagens em utilizar o Facebook como um caminho para essa distribuição (de conteúdo) ficaram mais evidentes após a decisão da rede social de diminuir a visibilidade do jornalismo profissional nas páginas de seus usuários. O algoritmo da rede passou a privilegiar conteúdos de interação pessoal, em detrimento dos distribuídos por empresas, como as que produzem jornalismo profissional”, escreveu a Folha em texto em que anuncia a decisão. Pode parecer loucura, ou contradição, argumentar que o poder do Facebook está diminuindo. Mas aqui há oito razões para pensar que, em termos de influência, se não riqueza, a rede social certamente já alcançou seu ponto máximo. São eles: 1. Usuários em queda; 2. Menos engajamento; 3. Turbulências com anunciantes; 4. Desinformação e notícias falsas; 5. Ataques de seus ex-executivos; 6. Regulações mais duras; 7. Regulação de proteção de dados e 8. Antagonismo com a indústria de notícias

Além de tudo isso, existem outras preocupações para o Facebook: a possibilidade de estar atingindo o limite de sua capacidade de crescimento no mundo de língua inglesa; se a sua plataforma móvel está equipada bem o bastante para aproveitar a próxima duplicação da população da internet; se os gigantes tecnológicos chineses vão vencê-lo nos mercados em crescimento da África; e se a cultura da empresa é saudável o suficiente para suportar todas essas pressões. Mas essas são ameaças futuras ou emergentes – as citadas anteriormente já estão tendo um impacto muito sério na empresa agora. Sem querer fazer deste texto um passeio pela cidade das ressalvas, convém lembrar que o Facebook é uma das empresas mais inovadoras de toda a história, que acumulou uma riqueza impressionante por meio de um imenso trabalho duro e que oferece um serviço agradável e gratuito (se você descontar que paga com seus dados pessoais). No entanto, ganham força as suspeitas de que Mark Zuckerberg e sua equipe desencadearam algo que não podem controlar. E que, depois de um crescimento vertiginoso de 14 anos, sua influência em nosso domínio público global pode ter atingido o auge.”

*Com informações adicionais da BBC Brasil.

 

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