CRIEI UM MONSTRO ?

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Artigo publicado pela BBC e repercutido pelo G1 mostra que o Dia das Mães perdeu o sentido original de quem o criou, Anna Jarvis, no início do século 20, para homenagear sua mãe no dia em que ela faleceu. A motivação de Anna veio de uma prece que a mãe lhe mostrara e que dizia: “Espero e rezo para que alguém, um dia, reconheça um dia em memória das mães, para celebrar o serviço incomparável que prestam à humanidade em todas as áreas da vida”. Ann Reeves também inspirou a filha com o trabalho que realizou antes de morrer durante a Guerra Civil Americana. Ainda em 1850, no estado de West Virginia, ela criou uma espécie de grupos de trabalho com mulheres para cuidar de soldados e trabalhar por melhorias na saúde pública. Ela chamava esses dias de trabalho de “Dia das Mães”. Enquanto ela fazia campanha enviando cartas todos os anos para congressistas, governadores, celebridades e pessoas importantes para reservarem um feriado para essa data, os políticos zombavam da situação dizendo que, se oficializassem o Dia das Mães, teriam que instituir também o Dia da Sogra (“Mother in Law Day”, em inglês).

Até que em 1911, todos os estados americanos reconheceram o feriado – três anos depois, houve a oficialização de que em todo segundo domingo de maio seria comemorado o feriado em homenagem às mães. O desejo de Jarvis havia se cumprido e ela finalmente poderia se orgulhar de ter sido a “mãe” do Dia das Mães. Mas, em pouco tempo, ela percebeu que havia “criado um monstro”. A data comemorativa virou um excelente pretexto para o comércio, que se aproveitou da oportunidade para estimular a compra de presentes. A história que deu origem ao Dia das Mães – a luta de Jarvis para homenagear o trabalho da própria mãe e de outras mulheres – era o roteiro perfeito para impulsionar ainda mais as vendas.

Só que a grande responsável pela data não gostou nem um pouco do rumo que as coisas tomaram. Ela detestou o viés comercial em que se encaixou o Dia das Mães e passou a boicotá-lo de todas as formas. A ativista que um dia fez campanha pela criação da data agora se mobilizava pelo fim dela. “Jarvis considerava que o Dia das Mães era de sua ‘propriedade intelectual e legal’ e não parte do domínio público. Ela queria que esse dia fosse um ‘dia santo’ que nos lembrasse da mãe que colocou as necessidades de seus filhos antes das suas. Ela nunca quis que se tornasse um dia para dar presentes caros e onerosos, como outros feriados se tornaram no início do século 20”. Devemos homenagear a criadora da data, mas mantendo a tradição brasileira de presentear. Nossas mães, ah! Elas merecem.

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