O OUTRO BRASIL

Painel de Beatriz Milhazes

Artigo de Marc Pottier, publicado esta semana, elogia os dois novos murais da brasileira Beatriz Milhazes, inaugurados em Nova York. Se você estiver por lá, ou quando lá estiver, vale a pena conhecer. O painel “Tuiuti”, feito em cerâmica, com 41 mts de largura por 4 mts de altura, está na fachada do Hospital Presbiteriano da cidade que exibe, também, na recepção, o painel, “Paquetá”, com 9,6 x 7,6 metros. Segundo Marc Pottier, toda vez que Beatriz se debruça em obras sob medida para um determinado local, acaba gerando uma enorme comoção. Foi assim quando ela criou em 2005 a obra — infelizmente temporária — “Peace and Love” para a estação Gloucester do metrô londrino. No mesmo ano, ela assinou “Guanabara” para o restaurante do Museu Tate Modern. — Beatriz afirma que “todos esses projetos, por questões ligadas ao tamanho e também ao suporte trouxeram novas possibilidades para o meu desenho. A técnica final não é a pintura, mas a impressão sobre um tipo de vinil ou um vinil adesivo recortado — explica Beatriz.  Eu tive que simplificar. Meu trabalho é cheio de detalhes, mas esses detalhes não têm como existir em dimensões como essas” — diz ela. Felizmente, alguns projetos são permanentes, como é o caso do Hospital Presbiteriano e da Grace Farm Foundation, em Connecticut, onde desde 2016 o público pode conferir “Moon, Love, Dreaming“, um enorme afresco em tinta acrílica sobre parede, com mais de 33 metros de extensão. Até o dia 1º de julho, Beatriz está em cartaz com uma exposição na prestigiosa galeria White Cube, em Londres e outra na não menos prestigiosa galeria White Cube, também em Londres Todos nós temos na cabeça suas pinturas em cores vibrantes, suas colagens caleidoscópicas, seus arabescos inspirados na cultura brasileira — uma produção pequena de obras repletas de detalhes que exigem tempo e muita disciplina. Esta fama, porém, não persiste se formos pensar na importância das obras “site specific”, que ela vem realizando, dialogando com as formas arquitetônicas dos lugares para onde é convidada a intervir. Aí, o céu é o limite! Agora é torcer para quem sabe, um dia, possamos ter uma destas obras monumentais de Beatriz no Brasil!

 

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