Colecionar 2017.

Colecionar 2017. Está sendo um prazer participar da campanha publicitária deste evento. Primeiro, porque eu mesmo sou um colecionista, pequeno, é certo, mas também um apaixonado. Meu fusca 1970 placa preta tentará uma vaga nesta bela exposição. Mas, principalmente, por estar trabalhando ao lado de amigos como o Toninho Euzébio, que ilustra o vídeo acima e a Renata Machado, grande parceira da gráfica Movimento. E também do Reinaldo Macedo, idealizador do projeto, cliente, que não posso deixar de puxar o saco. Trabalhar com alegria e satisfação, rodeado de amigos, é a chave do sucesso.

VIVE LA FRANCE

Hoje é dia de lembrar a França, mas sem esquecer o Brasil. Não lembrar os atentados terroristas de lá que teimam em amputar algumas de suas riquezas culturais ou nos intimidam a não as visitar. Ou não lembrar os black blocs de cá que teimam em bagunçar as manifestações tão justas. Não lembrar o novo governo de lá, mesmo que prometendo ser inovador e gerador de riquezas ou o governo de cá que teima em manter rituais arcaicos que tanto prejudicam nosso pobre país.

Hoje é dia de lembrar que a Queda da Bastilha foi consequência de um Estado injusto, como o nosso, que isentava o clero e a nobreza do pagamento de impostos para cobrá-lo do povo, coitado, que mesmo representando 98% da população, era o único que pagava impostos, como acontece entre nós.  Hoje é dia de lembrar que um ano antes do 14 de julho de 1789, uma grande seca elevou o preço dos alimentos por lá e gerou uma fome em larga escala. No desespero, e sem ter o Bolsa Família, o Rei Luís XVI resolveu, provavelmente na calada da noite, reunir seu órgão consultivo – que não se reunia há mais de 150 anos – composto por membros do clero, da nobreza e do povo para discutir a difícil situação, igualzinho ao nosso Congresso Nacional, onde estão muitos nobres e pouco povo.

Para encurtar a história, o rei proclamou a Assembleia Nacional Constituinte, mas secretamente, convocou o exército para dissolvê-la, assim como acontece aqui onde o exército é representado pela Câmara dos Deputados que dissolve tudo que não interessa ao nosso rei. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade de Paris, mesmo sem ter por lá a Folha de São Paulo, TV Globo ou Revista Época, causando a revolta da maioria da população. Por lá, nas primeiras horas deste dia 14 de julho, uma multidão invadiu os arsenais do governo e pegou mais de 30.000 mosquetes indo em direção à antiga fortaleza da Bastilha que funcionava apenas como depósito de armas e guardava uns poucos inimigos do rei, assim como os nossos presídios funcionam como depósito de armas de bandidos.

E veio a Revolução Francesa, que é hoje lembrada por lá, enquanto nós, por aqui, continuamos a esperar por dias melhores sem sequer poder tomar um bom vinho francês e comemorar com nos amis français a sua importante data. Mas na expectativa, quem sabe, de podermos comemorar nosso 7 de setembro de uma maneira mais otimista.

Zé de Brasília.

VIVE LE FRANCE

bastilhaHoje é dia de lembrar a França, mas sem esquecer o Brasil. Não lembrar os atentados terroristas de lá que teimam em amputar algumas de suas riquezas culturais ou nos intimidam a não as visitar. Ou não lembrar os black blocs de cá que teimam em bagunçar as manifestações tão justas. Não lembrar o novo governo de lá, mesmo que prometendo ser inovador e gerador de riquezas ou o governo de cá que teima em manter rituais arcaicos que tanto prejudicam nosso pobre país.

Hoje é dia de lembrar que a Queda da Bastilha foi consequência de um Estado injusto, como o nosso, que isentava o clero e a nobreza do pagamento de impostos para cobrá-lo do povo, coitado, que mesmo representando 98% da população, era o único que pagava impostos, como acontece entre nós.  Hoje é dia de lembrar que um ano antes do 14 de julho de 1789, uma grande seca elevou o preço dos alimentos por lá e gerou uma fome em larga escala. No desespero, e sem ter o Bolsa Família, o Rei Luís XVI resolveu, provavelmente na calada da noite, reunir seu órgão consultivo – que não se reunia há mais de 150 anos – composto por membros do clero, da nobreza e do povo para discutir a difícil situação, igualzinho ao nosso Congresso Nacional, onde estão muitos nobres e pouco povo.

Para encurtar a história, o rei proclamou a Assembleia Nacional Constituinte, mas secretamente, convocou o exército para dissolvê-la, assim como acontece aqui onde o exército é representado pela Câmara dos Deputados que dissolve tudo que não interessa ao nosso rei. A notícia se espalhou rapidamente pela cidade de Paris, mesmo sem ter por lá a Folha de São Paulo, TV Globo ou Revista Época, causando a revolta da maioria da população. Por lá, nas primeiras horas deste dia 14 de julho, uma multidão invadiu os arsenais do governo e pegou mais de 30.000 mosquetes indo em direção à antiga fortaleza da Bastilha que funcionava apenas como depósito de armas e guardava uns poucos inimigos do rei, assim como os nossos presídios funcionam como depósito de armas de bandidos.

E veio a Revolução Francesa, que é hoje lembrada por lá, enquanto nós, por aqui, continuamos a esperar por dias melhores sem sequer poder tomar um bom vinho francês e comemorar com nos amis français a sua importante data. Mas na expectativa, quem sabe, de podermos comemorar nosso 7 de setembro de uma maneira mais otimista.

 Zé de Brasília.

 

Whatschato

whatsappUsar o whatsapp é uma arte. Reenviar tudo o que se recebe indiscriminadamente é fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. A maioria pensa que, ao enviar um monte de mensagens, de todos os tipos, transforma o remetente em autor. Manda-se mensagens sem saber que cada destinatário tem seu perfil, manias e gostos próprios. O segredo para ter sucesso no Whatspp é analisar o quê e para quem enviar. Para não se tornar um Whatschato.

Conheça o ZÉBRA – ZÉ DE BRASÍLIA.

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Artigos exclusivos para pessoas pacientes e maiores de 18 anos

Procurando um espaço para depositar meus palpites, geralmente controversos, encontrei este blog. Como se diz democrático, onde até os palpiteiros têm espaço para inserir suas provocações, resolvi estacionar por aqui e escrever o que quiser e quando quiser, já que não gosto de compromissos. Claro que o blog não vai publicar tudo o que eu escrevo, porque não são doidos. Escrevo sobre o que me vier à cabeça. Estudei e lidei com a comunicação por vários anos, muitos como aluno e ouvinte, outros poucos como professor. Trabalhei muito e agora cansei. Vivo com uma pequena renda sem ter grandes pretensões materiais. Não fumo, bebo pouco e não participo de jogos de azar, para sorte minha. Hoje faço apenas o que me faz bem, como escrever. Aqui, vão rolar comentários sobre assuntos de hoje, de ontem, e quem sabe do amanhã. Se você quer ser meu leitor, seja bem-vindo. Se não quiser, dane-se.

PlayCafé

coffee-393836_960_720Começamos um novo formato, acho que uma conversa ampla e bem conduzida vale tanto quanto um texto e por isso temos um podcast para falar sobre comunicação e tecnologia, como essas duas coisas tem se fundido e gerado um novo mundo de possibilidades. E aí vc é uma funcionária pública e decide mudar de vida. Decide ser uma competidora internacional de fisiculturismo. As redes sociais te dão um impulso daqueles e quando vê se tornou uma influenciadora digital que anda pelo mundo. Esse é o resumo da história de @amandalifestyle que conta tudo aqui no PLAYCAFÉ. Ouça agora e saiba tudo o que rolou nessa entrevista muito engraçada e instrutiva! #podcast#podcasters #content #playcafe

https://www.facebook.com/playcafeoficial/

 

TEMER, EUNÍCIO E CARMEM LUCIA

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A ideia da existência dos três poderes, que vem desde o tempo de Aristóteles, embora a Teoria da Separação dos Poderes tenha sido registrada por Montesquieu em seu livro O Espírito das Leis, de 1748, sugere que a autoridade seja distribuída por meios legais, para que se evite o arbítrio e a violência. A descrição do autor sobre a separação dos poderes em Executivo, Judiciário e Legislativo, teve influência na criação da Constituição dos Estados Unidos da América. O Professor Joaquim de Arruda Falcão Neto, mestre em Direito pela Universidade de Harvard e doutor em Educação pela Universidade de Genebra, falando para uma seleta plateia de juristas sobre o tema “Separação dos Poderes: Harmonia ou Competição”, enfatizava a importância de uma competição construtiva e de convivência harmônica entre os poderes da república (falava do modelo e não da realidade brasileira), para que a aplicação das leis se faça de forma eficiente. A gente sabe que o professor tem razão quando afirma que Poder Judiciário é um dos que mais têm feito esforços de mudanças no Brasil, mas que para desempenhar ainda melhor as suas funções, seria importante estender os conhecimentos da área de economia e gestão aos seus representantes afirmando que, quanto mais eficiente for um juiz, mais os direitos do cidadão estarão garantidos. Está certo, o Professor Joaquim Falcão, mas não seria também importante estender esses conhecimentos aos outros dois Poderes? Se nós, profissionais de marketing, mesmo sem estarmos entre esses poderes, precisamos conhecer, também, de economia e gestão, de produção, de armazenamento e distribuição de produtos, de pesquisas, do perfil do consumidor, de web, comunicação em todas as suas variáveis, tudo isso para poder incentivar o consumo e fazer crescer a economia, é sinal de que a premissa do Professor Joaquim Falcão vale para todos os poderes. Da República ou não.

AS MARAVILHAS DA TERCEIRA IDADE

atividade-fisica-terceira-idadeUma série de vantagens vem alimentando o dia-a-dia dos que passaram dos 60 anos. Meus amigos garantem que não abrem mão de todas elas, oferecidas pelo governo e a sociedade. Nos bancos e casas lotéricas, usam a fila privilegiada. No ônibus, só abrem mão dos lugares que lhes são reservados se alguma mulher grávida ou as de decote largo se aproximem. Ficaram velhos, mas continuam atentos. Inácio, meu simpático amigo, completara 60 anos recentemente e levou seu neto ao cinema, mas encontrou uma fila enorme para a compra de ingressos. Ele imaginou que pudesse ter uma fila especial para os velhinhos e foi pesquisar na bilheteria. E lá estava realmente uma placa apontando o local privilegiado, com apenas 3 pessoas à frente. E não foi só isso. Uma moça de uns 25 anos que estava ao lado da fila, falava para o cidadão que estava à minha frente: – “pai, não esqueça que você paga meia entrada por ter mais que 60 anos !”. Inácio não acreditou no que ouvia. Por ser uma quarta-feira onde os cinemas incentivam o preço da entrada, e por pagar meia ou ainda por ter ganho um cupom de desconto de 50% no filme anterior, Inácio e o neto pagaram, juntos, cinco reais e cinquenta centavos. Tudo terminaria bem para o bolso do alegre vovô se não existisse um tal de McDonalds e um tal de Planeta Bombom. Mas os ventos continuam soprando favoráveis para a turma da terceira idade. Uma revista semanal apontou, recentemente, a preferência de empresários por contratar profissionais com mais de 60 anos aproveitando toda a experiência e informação acumulada ao longo dos anos. Filmes sobre o assunto são exibidos em outros cinemas. Mas o meu amigo Inácio ainda tem a expectativa de que novas medidas sejam baixadas para seu deleite, como o “bolsa velhice”, um dinheirinho a mais na aposentadoria para fazer a alegria da velharada. Ou um desconto combustível para os que não aproveitam a benesse da gratuidade nos ônibus. Para que possam visitar os filhos e netos distantes, um descontão nas passagens aéreas. E, finalmente, àqueles que precisam, seria dado pelo menos um pacote de viagra por mês, porque mesmo na velhice, o amor continua lindo.

“Pós-Verdade”?

question-mark-460869_960_720Estamos vivendo 1984. Você já se sentiu patrulhado ideologicamente? Já viu alguém argumentar usando conceitos e ideias totalmente contraditórios, como se eles se completassem, só para defender um ponto de vista? Já sentiu que a sociedade está dividida? Já notou que a cada dia surge um novo termo como “Problematização”, “Apropriação Cultural”, “Pós-Verdade”? O conceito de pós verdade é particularmente interessante. A Oxford Dictionaries definiu como um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. É aquela história do Não tenho provas mas tenho a convicção. A gente simplesmente ignora fatos, dados e eventos que obriguem o nosso cérebro a fazer um esforço a mais, a pensar além do que estão nos dizendo, ou do que está diante dos nossos olhos. Se os fatos são complexos demais para serem avaliados, então vamos ficar com as nossas convicções e defende-las com unhas e dentes. Daniel Kahneman chama isso de “cognição preguiçosa” (Leia também Rápido e Devagar. Duas formas de Pensar). Mas tudo isso foi previsto há muito tempo, por um escritor chamado George Orwell em 1948, quando ele publicou o romance 1984. Até o Big Brother tá lá. Dá uma lidinha.

Danilo Portela. Redator Publicitário.