VAMOS FALAR DE CINEMA?

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Ir ao cinema é realmente um grande programa, especialmente nesses tempos de salas de projeção confortáveis, bem refrigeradas e seguras, embora, às vezes, o áudio esteja alguns decibéis acima do suportável. Aqui em Brasília temos a sorte de poder usufruir ainda do Cine Drive In, o único em funcionamento no Brasil, com uma tela de 312 m2, a maior do país.  Ali podemos assistir ao filme no conforto do nosso carro, de chinelo ou de pijama, e até saboreando algumas doses de Whisky com o gelo do isopor. Os lançamentos da semana passada lotaram as salas de exibição, justificando a beleza que é usufruir da sétima arte.  Enquanto o filme sobre a Operação Lava Jato arrancava aplausos da plateia, outros como A Coisa e Annabelle 2 deixavam a turma arrepiada de medo. Para a próxima semana, a expectativa é pela chegada do novo filme com o ator Tom Cruise, na cinebiografia de Barry Seal, um traficante americano de drogas e armas e piloto de aeronaves que se tornou agente duplo ao trabalhar para o Cartel de Medelin e para a CIA. Promete. Vou consultar os locais e horários de exibição para ficar na frente da fila.

AGORA, “INÊS É MORTA!”

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Dois amigos de Brasília, em uma recente viagem à Portugal, ouviram dos próprios portugueses a origem do termo “Inês é Morta”. O fato aconteceu muitos anos antes do nosso D. Pedro I, quando um outro D. Pedro, casado com D. Constança, antes de ser rei de Portugal, apaixonou-se por uma das aias de sua esposa, Inês de Castro, e a fez sua amante. O romance, comentado pelo povo, causava um grande desconforto para a coroa portuguesa, o que fez com que o rei D. Afonso IV mandasse Inês de Castro para o exílio. Mas, como nos grandes romances, o amor não esfriou e o casal continuava se correspondendo. Quando D. Constança, esposa de D. Pedro faleceu, o rei D. Afonso IV ficou preocupado com a influência de D. Inês de Castro na vida política de D. Pedro, o futuro rei. Contra a vontade do pai, D Pedro ordenou que Inês de Castro voltasse, e passaram a viver juntos, sendo considerada uma grave afronta para o pai e rei. Temendo pela independência de Portugal, D. Afonso IV mandou matar Inês enquanto D. Pedro estava numa excursão de caça. Ao retornar, D. Pedro encontra sua amada Inês morta, o que causou um grande conflito no reino. A briga entre pai e filho só foi solucionada com a intervenção de D. Beatriz, a rainha-mãe. Após a morte de D. Afonso IV, D. Pedro I é declarado o oitavo rei de Portugal. A partir daí, perseguiu e matou de forma cruel dois dos homens responsáveis pela morte da sua amada e afirmou que tinha casado secretamente com D. Inês de Castro, tornando legítimos os três filhos que tinha tido com ela e concedendo a Inês de Castro o título póstumo de rainha de Portugal. Ele gostaria de ter reinado com a amada do seu lado, mas isso não foi possível, porque “Inês é morta”. D. Pedro I mandou construir um jazigo para sua amada e outro mais, bem ao lado, para acomodar o seu corpo após sua morte.

A triste história de Inês de Castro ficou mais conhecida ao ser imortalizada por Camões no Canto III de Os Lusíadas. Ali, Camões faz referência a Inês de Castro: “…Aconteceu da mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha…”.

O que ninguém conta sobre morar sozinho! 🙃 😈

Moro também sozinho e recebo amigos algumas vezes para compensar a sensação de solidão e fazer minha catarse. E todos os depoimentos acima têm suas razões de ser. Boa sorte aos solitários.

Alguns perderam os pais, outros mudaram de cidade ou país para estudar. Uns não aguentam mais os pais por perto, outros estão acomodados há mais de 20 anos, dando trabalho, tendo suas cuecas lavadas, pedindo para tomar um pé na bunda. Os cenários variam, os motivos não importam. 6 dicas de 6 pessoas que certamente vão fazer você repensar a vida de Rei e Rainha que você tem na casa dos seus pais. 🏡

1 – Saiba o que falta :: Falta coragem pra acordar cedo e a falta de preocupação. No meu caso faz falta sair mais e comer tudo o que quero, faz Falta ter mais dinheiro no bolso, ir ao médico com alguém pra contar o que eu sinto, Falta alguém pra acordar e dar bom dia, dormir e receber um boa noite, sair e ouvir um até amanhã! – Adriana Santos

2 – Não leve…

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JOSÉ, KÁTIA, IRMA E OUTROS FURACÕES

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O mundo está sendo punido com o excesso de fenômenos da natureza. Furacões, tornados, terremotos, tsunamis, ameaça de bomba de hidrogênio, é isto que algumas regiões estão vivendo nos dias atuais. No México, um terremoto acima de 8 graus na escala Richter mata diversas pessoas e pode causar tsunamis ali e em outros países da América Central. Furacões furiosos atingem os Estados Unidos e, como é tradição, são “batizados” com nomes de humanos por mais desumanos que eles sejam. Os atuais são o José, que não é Sarney, mas também incomoda muito. O Kátia, que não é Abreu, mas faz mais estrago que a dita cuja no Senado Federal. E o Irma que, se tivesse pelo menos um acento no ã poderia, quem sabe, ser mais leve. No Brasil não é diferente. Três bombas atômicas foram jogadas em cima de todos nós recentemente e de consequências inimagináveis: as novas delações dos irmãos Batista da JBS e a bomba do Palocci, além da dinheirama encontrada com impressão digital do Geddel Vieira Lima. Os fenômenos de lá causam muitas perdas de vidas. Os daqui causam a perda da nossa esperança. E essa perda também é enorme.

A LEI É PARA TODOS

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Ao final deste dia 6 de setembro, acabo de sair de uma sessão especial do filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, que terá lançamento nacional nesse 7 de setembro. Não sou um cinéfilo profissional e minhas considerações podem até não merecer crédito, mas o filme merece ser visto. Ali, revive-se o que a imprensa noticiou nesses anos da Operação Lava Jato, mas com a vantagem de que, na ocasião em que os fatos ocorreram, havia ainda certo descrédito sobre a sua veracidade, todos comprovados nos dias de hoje. A atuação dos atores, segundo a minha opinião amadora merece aplausos assim como roteiro e direção. Destaque para os atores que fazem o papel do ex-presidente Lula e o Juiz Sérgio Moro. Ao final do filme a plateia aplaude naturalmente. Eu vi e ouvi. Mas atenção para o epílogo. Lá onde estão depoimentos dos personagens reais dessa história. E quando aparece o juiz Sérgio Moro, novos aplausos da plateia. Ao terminar, fica a promessa de que o filme número 2 virá em breve. Vale a pena assistir e imaginar que repercussão o filme terá na sociedade, assunto para a atenção de sociólogos, psicólogos e profissionais de comunicação.

O FUTEBOL, ALÉM DO GOL.

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Estamos voltando ao Campeonato Brasileiro, mas não podemos deixar que o futebol nos distraia e nos faça esquecer os fatos políticos que nos assombram diariamente. Até porque, ano que vem teremos nova chance de responder ao que os políticos andam fazendo com o Brasil e com cada um de nós. E em homenagem ao futebol, especialmente para os leitores mais novos, relembro duas boas ideias promocionais do passado. A primeira delas aconteceu quando o time do Santos foi jogar a final do Campeonato Mundial de Clubes no Japão e resolveu conquistar, por antecipação, a torcida japonesa. Produziu um vídeo e veiculou no país do sol nascente onde seu então jogador Neymar, já reconhecido pelo seu talento, fazia uma saudação à torcida local, inclusive com uma frase que ensaiou em japonês. A ação foi um sucesso. A segunda ação que merece ser relembrada foi realizada no jogo final da final da Copa do Mundo de 70, no México, onde a torcida estaria dividida entre o Brasil e seu adversário. Ali, a seleção brasileira entrou em campo com um monte de rosas que eram arremessadas à torcida. A reação foi imediata. Ganhamos a simpatia e a torcida de todo o estádio. E a copa do mundo também. Além do gol, as boas ideias no futebol também consagram equipes e atletas.

IDEIOTAS

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Esta terça feira está carregada de noticias que envergonham qualquer brasileiro do bem. São as novas delações da JBS anunciadas ontem à noite pelo Rodrigo Janot, as falcatruas armadas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que estão sendo agora reveladas e, a poucos minutos atrás, a descoberta da grande quantidade de dinheiro vivo encontrado no que pode ser um banker do Gedel Vieira Lima, em Salvador. Para te compensar de tantas notícias vergonhosas, vamos mostrar a criatividade do bom brasileiro com esta história que não é de idiotas, mas de ideiotas. Uma empresa de grande porte, com filiais pelas principais capitais do País, embora reconhecida como pequena anunciante, aproveitou o aniversário da cidade do Rio de Janeiro para ganhar a simpatia do público. Na área de embarque do aeroporto Tom Jobim, esperou o momento do pico de embarque e enquanto se fazia o check-in, o alto falante anunciava o aniversário da cidade e, em nome da empresa, um samba começava a soar no ambiente. A surpresa veio quando, ao vivo, uma ala de escola de samba entrou para fazer evoluções. A receptividade foi total, com pessoas sorrindo e dançando. A ação se repetiu em Salvador, com o axé no lugar do samba, com o mesmo sucesso. Isso mostra que boas ideias ficam marcadas entre os consumidores potenciais. Um viva aos ideiotas, aqueles que têm boas ideias.

PREMIO DE PROPAGANDA

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O Sindicato das Agências de Propaganda de Pernambuco – SINAPRO-PE promoveu, nos dias 31 e 1 de setembro, o julgamento das peças publicitárias inscritas no Prêmio Pernambuco de Propaganda – PPP 2017, que tem o apoio da Rede Globo do Recife e da Associação Brasileira de Agências de Publicidade – ABAP-PE. A crise que atingiu o mercado publicitário em todo o país, especialmente o regional, e que motivou o cancelamento de algumas premiações tradicionais, não impediu a realização da oitava edição do PPP, graças ao esforço do Presidente Antônio Carlos Vieira, idealizador do prêmio, e à dedicação da executiva Lilian Holanda, que organiza o evento desde a sua criação.

O grupo de jurados estranhou a redução do número de inscrições do ano passado para a presente edição. A desculpa do mercado era a própria crise sob dois aspectos. O financeiro, apesar do pequeno valor das inscrições, e a exigência de trabalhos mais combativos que criativos, para ajudar os anunciantes a superar o momento. Mas nenhum dos dois argumentos convenceu os jurados. Segundo eles, se em um ano de atividade, mesmo na crise, a agência não conseguir pelo menos 10 peças de qualidade criativa, é melhor repensar seu futuro. E o mesmo raciocínio vai para o quesito crise financeira já que os valores das inscrições eram pequenos. Além disso, a desmotivação que a ausência pode causar entre os criativos que gostam de ver seus trabalhos inscritos em festivais deste tipo seria outro motivo para a participação de mais agências. Os jurados, de qualidade profissional irreparável, foram duros também no julgamento dos trabalhos, o que valorizou ainda mais os prêmios concedidos. E, atentos, descobriram em uma das peças apresentadas, um fato que mereceu destaque, mas que só será revelado na festa de premiação. No primeiro dia, os jurados foram Alexis Pagliarini (Superintendente da Fenapro-SP), Pedro Henrique Macedo (Diretor de Produtos da InLoco Media), Pedro Ratts (Diretor de Criação da Ratts Comunicação-RN), Paulo André Bione (Diretor Acadêmico da Miami Ad School SP e RIO), Renata Leão (Diretora Criativa da J. Walter Thompson-SP), Cleo Niceas (Presidente da Asserpe) e Seabra Neto (Jornalista e Colunista Publicitário do site Mercado no Ar, da Globo Recife).

No segundo e último dia de julgamento, Walter Lins (Editor da Revista ProNews), Bob Ferraz (Redator da Agência NBS-RJ), Bruno Cartaxo (Diretor da Morya-BA), Gustavo Henrique Cruz (Diretor da CaféCom-PB), Eduardo Cavalcanti que, por ser executivo da Uninassau não votou nas subcategorias em que sua empresa participava, Alex Carvalho (Diretor de Criação da Conceito-SE) e Cláudio Ferreira (Redator da SG Propag-CE).

Confiante, o presidente do SINAPRO e idealizador do prêmio, Antônio Carlos Vieira, estava confiante nos resultados positivos.  “Mesmo com a crise econômica que vivemos, as agências estão se reencontrando e as expectativas são muito boas. Acredito que vamos realizar uma grande festa da publicidade em Pernambuco. Com certeza, vai ser um sucesso”, garantiu. O resultado da premiação ocorrerá no próximo dia 27 de setembro, a partir das 19h, no Teatro do Shopping RioMar em cerimônia para 600 convidados.

PREÇO E VALOR NO GOVERNO

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Nos estudos de marketing, “Preço” e “Valor” são coisas diferentes. Preço é apenas o que pagamos. Valor é tudo o que recebemos a mais, agregado à expectativa inicial do que foi comprado. Se a percepção do valor é superior à sua expectativa, ficamos satisfeitos. Caso contrário, começam os problemas. É assim, também, na relação do governo com a sociedade. Deixando de lado qualquer conotação política – nem esquerda, nem direita, nem centrão – apenas governo e cidadão, a relação de preço e valor está ainda em questão. Imaginando que cada um de nós tem necessidades e desejos diferentes e que a loja agora é uma só, o governo, fica difícil atender a todos. O preço que pagamos é o nosso voto, na expectativa de recebermos como contrapartida, um valor maior que a expectativa. Só que atender a uns é fácil. A todos, impossível. Buscar uma solução definitiva para as áreas de educação, saúde e segurança, o tripé mais valioso da teoria de Maslow, e atender a 209 milhões de brasileiros deste país continental, é difícil, muito difícil. Nossa esperança é que esse tripé funcione, um dia, de forma que a percepção do valor seja superior ao preço. E uma forma de vermos essa esperança superada é continuar cobrando e buscando àqueles que, nas próximas eleições, possam merecer o preço que pagamos na expectativa de recebermos o melhor valor. Boa semana para todos.