VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO?

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Hoje, 10 de novembro comemora-se o Dia da Audição, da Saúde Auditiva. Os estudantes que fizeram o ENEM semana passada, se tivessem atentos ao calendário, talvez pudessem imaginar o tema da redação daquela prova. Quando eu falo comemora-se, refiro-me àqueles que têm boa audição, aqueles que ouvem tudo. Os outros, que têm qualquer deficiência auditiva nada tem a comemorar, exceto a esperança de que a medicina e a tecnologia baseada na ciência, que produz aparelhos para facilitar a audição possam um dia atendê-los. Se você comemora o dia de hoje e brinda sua boa audição, tome cuidado para que possa comemorá-lo ainda por muitos anos sem levar nenhum puxão de orelha. Ouça este conselho.

A audição é também importante na área de relacionamento. Dale Carnegie afirmou em seu livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” que ouvir é uma arte. E é verdade. Quem ouve, mostra interesse pelo seu interlocutor e se transforma em uma pessoa agradável e simpática. Preste atenção quando em uma reunião de amigos, ou em casa, todos querem falar ao mesmo tempo e quem se diferencia é aquele que ouve. Mas como tudo na vida não deve ser exagerado, cuidado para que seu grupo não leia estas dicas e, na próxima reunião, fique todo mundo calado. Você está me ouvindo?

CARAS E BUNDAS

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Está havendo uma supervalorização da bunda. Aliás, a parte do corpo que o brasileiro mais gosta e que está agora sendo exportada para os Estados Unidos, não as bundas, mas os exercícios que fazem a bunda crescer, ficar mais bonita. Sucesso total na terra do Tio Sam. No Brasil, algumas lojas oferecem aos desbundados, uma bunda suplementar, uma peça do vestuário que se coloca entre a dita cuja e a calcinha e que faz a mulher ganhar olhares invejosos de outras mulheres e olhares gananciosos dos homens. O problema é que a dona da bunda falsa não pode nem pensar em uma noite de amor com os paqueras porque a decepção deles seria enorme. Tenho uma amiga carioca, a Selma, que é uma tábua, a famosa Bunda Zero, que para fazer um charme numa festa, resolveu usar uma bunda suplementar e na hora H, quando dançava uma música mais movimentada com um bonitão, o acessório  bundal escorregou pelo vestido e foi um desastre ter que recolher a bunda em pleno salão e se retirar correndo da festa. Mas, o tempo resolverá o problema porque alguns cientistas (e não são os das Organizações Tabajara) já estão pesquisando a fabricação do “bundol”, um remédio à base de álcool      (daí a terminação ol), que vai ser o maior sucesso entre as mulheres e até entre os homens, porque as mulheres têm verdadeiro tesão pelas bundas de seus pares. E eu, com minha bunda chapada, aguardo ansioso o lançamento do “bundol” para fazer sucesso com as mulheres. A bunda é tão apreciada que não há quem passe por uma mulher bonita e que não olhe para ver a quantidade e a qualidade da bunda que ela tem. Não é verdade? Os “bundólogos”, estudiosos da matéria, dividem as bundas em bunda pera, aquela que é meio caída nas extremidades laterais e que, por sorte, uma calcinha ou biquíni de qualidade seguram bem, e as bundas maçãs, aquelas redondinhas e arrebitadas, firmes até quando expostas da forma como vieram ao mundo. As histórias e rimas sobre a bunda são diversas, como a da Raimunda, feia de cara e boa de bunda, ou a da Ieda, com uma bunda daquela, papel higiênico tem que ser de seda. A importância da bunda no composto do ser humano é tão universal que a próxima Olimpíada terá, pela primeira vez, a “prova da bunda”: um imenso tapume, com diversos buracos onde somente as bundas estarão expostas, salvaguardando a imagem de suas proprietárias. Com certeza a nova prova olímpica fará a alegria da torcida, dos expectadores de todo o mundo e dos 10 juízes, que já começam a ser contratados. As inscrições podem ser feitas pela internet. Eu já fiz a minha e sou o candidato número 5.760.987.  É gente, viu?

DEU ZEBRA

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O idoso, de bengala, entrou na loja e a vendedora, de mini saia, foi logo saudando: Beleza? A loja, frequentada por clientes mais idosos contratou, por economia, estudantes para a sua área de atendimento. Deu zebra. As vendas caíram e as reclamações aumentaram. No interior de São Paulo outra loja do varejo, que vendia roupas femininas com numeração grande, tinha vendedoras baixinhas e magrinhas. Deu zebra novamente e a loja não conseguiu se manter. Antigamente as empresas selecionavam vendedoras apenas pela beleza. Hoje os atributos ideais não são ditados pelo patrão, mas pelo cliente.

A DINASTIA EURICO

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Pode terminar, hoje, a dinastia Eurico Miranda que prejudica o Clube de Regatas Vasco da Gama há vários anos e se transformou em um péssimo exemplo de gestão. O fato é importante mesmo para os que não são vascaínos, mas torcem pelo esporte em geral e pelo futebol em especial. O tempo dos clubes de um dono só acabou. As gestões feudais não existem mais. Clubes que não são comandados como empresas, têm seus dias contados. O mercado tem, hoje, bons exemplos de administrações profissionais que vêm transformando os clubes em empresas de sucesso. Não é o caso do Vasco da Gama que tem, hoje, a oportunidade de encerrar o ciclo da gestão Eurico Miranda e eleger líderes mais sérios e competentes para conduzir seus destinos.  Que assim seja!

TUDO SÃO FLORES!

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Mesmo em época de crise, uma florista de São Paulo resolveu recolher as flores usadas em casamentos, formaturas e eventos sociais para remontar em buquês e distribuir nos asilos de idosos. O projeto, que ela chamou de Flor Gentil, faz a alegria e emociona muitos ivelhinhos. Uma ideia simples, de baixo custo que se transforma em um programa social de ótimo resultado. Você já pensou em fazer algo igual? Pois devia.

SEM DINHEIRO, MAS COM MUITO AMOR

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A cidade de Yubari, no Japão, faliu com uma dívida de US$ 353 milhões. A solução do governo foi chamar uma agência de comunicação – eles sempre as chamam na hora do aperto – para buscar uma fonte sustentável de receita para a cidade e trazer de volta a autoestima da população. A agência descobriu que Yubari é a cidade japonesa com o menor índice de divórcio de todo o Japão. Aí tudo ficou mais fácil. Ancorada pelo conceito “sem dinheiro, mas com muito amor”, a agência criou um casalzinho de personagens e divulgou a cidade como destino turístico para os casais felizes reafirmarem seu amor. Em pouco tempo a dívida já havia sido aliviada em US$ 31 milhões e a agência ganhou o Grande Prêmio de Promo em Cannes.  E se ao invés de Yubari, fosse o Brasil falido, qual seria o conceito correto?

DEDADA!

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A imagem veio pela internet. Pode até ser deselegante para um blog como este, mas não é imprópria. “O Novembro Azul”, é um alerta para o câncer de próstata que mata, a cada dia, mais homens, os mesmos homens que por inibição ou ignorância, deixam de fazer o exame de toque, rápido e simples, para manter uma convicção tola. O novembro azul começou ontem. Corra para fazer seu exame antes que você seja homenageado pelo dia de hoje: o dia de finados.

O PATINHO FEIO

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O patinho pode até ser chamado carinhosamente de feio, mas a história é muito bonita. O cenário era Brasília e o ano, 1967. Ali quatro ousados estudantes secundaristas, no auge de sua criatividade, resolveram construir, imaginem, um carro de corrida usando os restos de um fusca batido. O CAMBER PT1, nome oficial do projeto, foi montado em 20 dias com peças de ferro velho misturadas com a obstinação dos 4 teimosos jovens idealistas, e batizado pela sociedade como Patinho Feio. Na famosa corrida de rua, os 500 km de Brasília, o Patinho Feio perdeu no sorteio e deveria sair na 33ª. posição, ou seja, em último lugar. Só que, contra todas as previsões, o carro mostrou um desempenho surpreendente. Na 3ª. volta, já estava em 6º. Lugar e, com uma hora de prova surpreendeu a todos brigando pelo 2º. lugar.  Correu contra Porsches, Ferraris e outras grandes marcas, e perdeu apenas para um Alfa Romeu. Ao volante do Patinho Feio já se sentaram os corredores de Fórmula 1 Alex Dias Ribeiro, Roberto Pupo Moreno e Nelson Piquet. Hoje, podendo ainda desfilar pelas ruas de Brasília, o Patinho Feio comemora 50 anos e em uma das comemorações ficou exposto, imponente, em estande na Colecionar 2017 que aconteceu semana passada em Brasília.

NÃO TEM CHORO, NEM VELA!

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Esta semana o Congresso vota a PL 28 que vai regulamentar o transporte privado no país. Vamos viver mais um momento de mal-estar onde pode prevalecer o interesse pessoal dos políticos, ao invés do bem-estar do cidadão. Fosse a sociedade ouvida e a PL 28 permitiria manter serviços como os da UBER e de outros aplicativos que vieram para mostrar a enorme diferença entre o serviço que prestam e os serviços porcos que o governo oferece na área de mobilidade. Ao invés de táxis velhos e imundos, motoristas também imundos e mal-educados, taxímetro veloz, a sociedade recebeu carros em bom estado, motoristas educados (mesmo que obrigados a isso pela avaliação que recebem a cada corrida) e um preço justo. E que virou, em muitos casos, uma opção ao desemprego no Brasil. Ao votar essa tal de PL 28, os deputados não podem esquecer que bons serviços precisam ser prestados a uma sociedade que paga impostos altos e recebe quase nada por isso. Precisam reconhecer a incompetência do governo na gestão do transporte público e os péssimos serviços prestados pelos táxis. Precisam lembrar – embora a soberba não lhes permita ver o Brasil como ele realmente é – que mais importante que ouvir a voz de seus amigos, políticos e  empresários detentores de frotas de táxis, precisam ouvir a nossa voz, usuários dos porcos serviços do governo e a mesma voz que será colocada nas urnas, através do voto. E aí, deputados, não tem choro e sem vela.

A VACA NÃO DÁ LEITE

IMG_2005 Assisti, esta semana, a uma excelente palestra do filósofo e escritor Mario Sergio Cortella, um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Mesmo com o desconforto de um joelho operado, ele chegou amparado por muletas para dar um show de apresentação abordando parte do conteúdo do seu livro “Família, Urgências e Turbulências”, que já comprei e devorei compulsivamente. Entre tudo o que ele falou, me chamou a atenção um fato de família que nos foi contado. Ele dizia a cada um dos filhos que, no dia em que completassem doze anos, lhes revelaria o grande segredo da vida. E todos ficavam ansiosos para a data. O mais velho deles, ao completar doze anos, acordou o pai às 5 h da manhã e deu-se o seguinte diálogo: – Pai…pai… é hoje o meu aniversário!     – Que bom, filho, parabéns! – Mas você disse que me contaria, hoje, qual o segredo da vida! – Sim, é verdade. Venha cá! Cortella levantou-se, levou o filho para o sofá e lhe contou no ouvido, o segredo da vida, pedindo o mais absoluto sigilo sobre ele.  O filho, surpreso, recebeu a informação e nunca mais a esqueceu. – O segredo da vida, meu filho, é que “a vaca não dá leite”. Nós temos que tirá-lo.

A lição é enorme. E, se na família Cortella já está passando pelas gerações, é hora de cada um de nós ensinarmos o segredo da vida aos nossos filhos e netos.